Gedo senki

Maio 30th, 2008 by André

gedo_senkiO equilíbrio natural em Earthsea está se desvanecendo. Os feiticeiros estão perdendo seus poderes, colheitas estão decaindo, gado esta morrendo, e até dragões são vistos lutando entre si até a morte. Em sua jornada para achar a causa de tal desastre, Haitaka encontra-se com Arren, um príncipe que é torturado pela perseguição de uma sombra desconhecida. Sua jornada os leva para a perigosa e decadente cidade de Hort onde descobrem que uma velha conhecida de Haitaka pode ser a causa do desequilíbrio do qual sofre Earthsea.

Tales from Earthsea segue de forma geral o estilo e tom de obras anteriores do Ghibli, mas diferentemente de Howl’s Moving Castle que possui uma colocação européia, neste a arte parece mediterrânea. A cidade de Hort é um labirinto complexo de cúpulas e arcadas de coliseu que parecem atordoantes quando sobrepostas ao fundo azul do oceano, proporcionando assim uma dimensão extra para a estória e personagens. Já que enquanto nos é mostrado as pessoas da cidade de Hort que estão a decair tanto fisicamente quanto em esperança e integridade, também ocorre o intenso conflito interno de Arren, onde o desequilíbrio dentro dele mesmo é uma reflexão deste mundo aonde vive; pois ainda que em seu coração ele seja bom, nada consegue fazer a não ser sucumbir diante da escuridão prevalecente. Por outro lado, personagens como Ged e Tenar são produtos de um mundo de antes do desequilíbrio, e eles parecem quase fora de lugar. Mas é esta sinergia entre arte e personagens que ocasiona o ponto forte desta obra.

Sobre a trilha sonora, a mesma não desempenha um papel proeminente; De fato, é um anime inesperadamente quieto. Todavia, a canção de Therru é bela e usada com grande efeito em umas das melhores cenas do movie.

Uma falha a ser citada neste anime é o compasso. Não chega a ser ruim, mas sua lentidão pode frustar alguns espectadores. E mesmo com este ritmo, o fim deixa algumas perguntas pendentes no ar, deixando a cargo da pessoa tirar suas conclusões a partir dos fragmentos expostos até então.

Goro Miyazaki que dirigiu este anime não conseguiu faze-lo com a mesma grandiosidade das obras feitas pelo pai, mas a qualidade inerente do Studio Ghibli ainda se mostra presente.

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